Hipérbole
A hipérbole é uma cônica. Para cada ponto da hipérbole vale que o valor absoluto da diferença das distâncias a dois pontos fixos dados é sempre o mesmo. Aliás, em português, hipérbole é também o nome de uma figura de linguagem: o exagero.
Como é a hipérbole
A definição anterior soa um pouco assustadora, então primeiro observe a figura de uma hipérbole:
Observe que, ao contrário das outras cônicas, como a elipse ou a parábola, a hipérbole é composta de duas curvas. O que significa a definição anterior? São dados dois focos, F1 e F2. Para cada ponto X da hipérbole deve valer que a diferença |XF1|−|XF2| é, em valor absoluto, a mesma.
Na figura temos dois pontos, X1 e X2. Para X1, a diferença resulta: |X1F1|−|X1F2| = 1 − 3 = −2, e em valor absoluto obtemos o resultado 2. Devemos obter o mesmo valor para X2. Vamos tentar: |X2F1|−|X2F2| = 3 − 5 = −2, em valor absoluto 2 (você pode verificar que o comprimento do lado X2F2 é igual a cinco, por exemplo, pelo teorema de Pitágoras).
Se aplicarmos esse procedimento a todos os pontos da hipérbole, sempre obtemos o resultado 2.
Descrição da hipérbole
Observe a figura ampliada da hipérbole anterior:
- Os pontos F1 e F2 chamam-se focos.
- O ponto S chama-se centro da hipérbole e fica no ponto médio do segmento F1F2.
- A reta F1F2 chama-se eixo real (transverso) da hipérbole. A perpendicular a esse eixo no ponto S chama-se eixo imaginário (conjugado) da hipérbole.
- As interseções da hipérbole com o eixo real chamam-se vértices da hipérbole; na figura são os pontos A e B.
- Cada um dos segmentos AS e BS chama-se semieixo real da hipérbole. Indicamos seu comprimento por a.
- Indicamos por b o comprimento do semieixo imaginário da hipérbole.
- A distância do foco ao centro chama-se semidistância focal e a indicamos por e (em muitos livros brasileiros, por c; atenção: no Brasil, a “excentricidade” é a razão e = c/a). Vale a relação:
Para ficar mais fácil ver de onde veio o comprimento do semieixo imaginário b, observe mais uma figura:
Trata-se da mesma hipérbole, em que principalmente foram acrescentadas as assíntotas, que são aquelas duas retas roxas cruzadas a1, a2, que passam pelo centro S. O semieixo real a permanece inalterado, continua sendo o segmento AS. Agora, porém, marcamos na assíntota o ponto D de modo que a distância |SD| seja igual à semidistância focal e. O comprimento do segmento AD representa então o comprimento do semieixo imaginário da hipérbole. Como se vê na figura, trata-se de um triângulo retângulo, então podemos usar o teorema de Pitágoras, e por isso vale a relação
A circunferência usada tem centro no ponto S e apenas mostra que o comprimento |F1S| (a semidistância focal) é igual ao comprimento |SD|.
Equação da hipérbole
Na hipérbole distinguimos dois casos diferentes. Depende de o eixo real da hipérbole ser paralelo ao eixo x ou ao eixo y. Seja a hipérbole de centro S com coordenadas (m, n).
- O eixo real é paralelo ao eixo x:
Equação:
- O eixo real é paralelo ao eixo y:
Equação:
Capítulos: Cônicas, Elipse, Hipérbole, Parábola, Relações métricas no triângulo retângulo